Projeto de Estudo de caso sobre as taís Mídias Sociais.
Acho que todo mundo aqui, e em qualquer outro lugar, já sabe sobre o que é o meu querido TCC, que está atrasado, e por causa disso, bem longe da tal “fase de finalização” que eu queria que ele estivesse. Meses atrás quando escolhemos o tema (sim, monografia na UEL é em grupo, acreditem se quiser!), ele era uma vaga idéia vinda da cabeça da Nayara: escrever sobre “essas empresas, que estão usando blogs, o twitter e o orkut pra se comunicar com os potenciais consumidores“.
Mas pra Relações Públicas, se comunicar é muito mais do que falar, falar e não chegar a lugar nenhum. Se comunicar tem a ver com construir e fortalecer relacionamentos, em coletar e disseminar informações que realmente interessem as pessoas. E potenciais consumidores, são chamados de stakeholders. Explico quem eles são ali embaixo. Pra isso acontecer, digo, pra construir e fortalecer relacionamentos com os tais stakeholders, deve existir planejamento, administração por objetivos, avaliação e vinculação aos objetivos da organização, como diria o tio Grünig.
E foi assim que durante o primeiro semestre desse ano, me vi estudando novamente o Transmarketing do Waldyr, e a tal da Comunicação Simétrica de Duas Mãos do Grunig, e tentando entender como as mídias sociais podiam ser de fato aplicadas estrategicamente pelas Relações Públicas. E assim, a gente acabou voltando pros seis passos primordiais do processo de RP do Teobaldo, que estão lá no artigo que apresentei no Intercom. Os tais 6 passos dizem que quando você vai de fato fazer Relações Públicas tem que primeiro identificar pra quem está fazendo e como essas pessoas se comportam e pensam, pra em seguida olhar pra sua organização, ver os pontos fracos e fortes dela, revisando e ajustando isso ao anseio do seu público – ou stakeholders (todas as pessoas ou empresas que de alguma maneira são afetadas pelas ações tomadas). Em seguida, você deve pensar e executar o que o Teobaldo chama de “amplo programa de informações“, escolhendo os veículos coerentes, a linguagem adequada e tudo aquilo que a mensagem que você quer passar – ou os relacionamentos que você quer criar – precisam pra se concretizarem.
Tem gente que diz que essas teorias antigas não valem pra nada só por serem antigas, mas o meu objetivo é justamente o contrário. Mostrar que na Internet, as Relações Públicas mudam de cenário, mas continuam acontecendo como sempre aconteceram.
O trabalho desenvolvido é um estudo de caso, que no final dará origem a uma monografia (ou vice-versa). É monografia porque não é um trabalho prático, é estudo de caso porque nos baseamos em um caso real para fundamentar essas teorias. Diz o Robert Yin que o estudo de caso, apesar de ser baseado num contexto real e contemporâneo, não é direcionado para generalizações, porque busca uma análise profunda de um objeto de estudo, respondendo questões de “como” e “porque”.
E foi assim que fomos parar n’O Boticário. A empresa usa as mídias sociais de maneira intensiva, sendo por isso temas de diversas matérias na imprensa e estudos científicos a respeito (no Intercom mesmo teve artigo apresentado sobre isso). E usa de estrategicamente, para fortalecer relacionamentos, agregar valor e ajudar a organização a atingir os seus objetivos.
Esses slides foram criados pra apresentação do estudo de caso na oficina da professora Regina Escudeiro sobre isso que se encerrou semana passada. Não é o projeto definitivo, porque como falei, estamos atrasados e revendo a fundamentação teórica. Mas dá pra ter um gostinho do que vem pela frente, pra quem se interessa pelo assunto.
P.S.: Não é bem o assunto do post, mas baixei esse tema pro Keynote bárbaro aqui. Acho os temas que vem com ele bem legais, mas tava enjoada já. Daí fui fuçar no Google, e valeu a pena. Esse tema se chama Comics, e tem os slides “master” e as máscaras perfeitinhas. Profissa. Deu até vontade de comprar os outros temas do site, que não são de graça, infelizmente. =/

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